Vice Michel Temer e aliados estudam propostas e nomes para o possível governo de transição, caso seja aprovado o impeachment de Dilma
ReutersSe a presidente Dilma Rousseff sofrer o impeachment e o vice Michel Temer assumir o governo, os nomes preferidos para assumir o Ministério da Fazenda são de Armínio Fraga e Henrique Meirelles.
Armínio é ligado ao PSDB e Meirelles foi presidente do Banco Central, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, os aliados de Temer ainda negam que estes sejam os nomes avaliados pelo vice.
Temer e aliados estariam estudando a ideia de ter na Fazenda um nome com prestígio entre investidores do mercado financeiro e empresários, pois isso seria capaz de ajudar o governo de transição a vender-se como produto de consenso de vários partidos.
No entanto, o possível futuro ministro não pode ser ninguém com pretensões de ser candidato em 2018.
De acordo com a publicação, mesmo que Armínio já tenha elogiado o "Plano Temer", apelido do programa "Ponte para o Futuro", apresentado pelo PMDB em novembro do ano passado, ele afirmou em entrevista que não aceitaria um convite do governo de transição.
O economista conversou recentemente com emissários de Temer, mas se mostrou reticente. "Armínio só não assume se não quiser", revelou uma pessoa próxima ao vice, que pediu anonimato.
Meirelles não foi sondado, mas já tem conhecimento que o nome é cogitado.
Além destes nomes, o senador José Serra (PSDB-SP) seria o preferido para a Saúde, em um eventual governo Temer. O Ministério do Planejamento também poderia abrigar o tucano.
Colaboradores avaliam que se Temer assumir o governo, ele dará velocidade a propostas de reforma da Previdência, tributária e trabalhista.
Segundo o ex-ministro Delfim Netto, que é conselheiro de Temer, o plano econômico do vice-presidente reúne a opinião de economistas de diferentes partidos. "O programa representa mais ou menos um consenso entre as pessoas que têm bom senso", disse Delfim. "É o programa de um liberal."
Programa Temer 2
A Folha destaca ainda que há outro programa do vice Michel Temer, focado principalmente na área social. A proposta deverá ser divulgada na próxima semana, quando o PMDB prepara sua festa de 50 anos.
O texto ainda está em fase de finalização e circula entre economistas e conselheiros de Moreira Franco, político do PMDB que pilota a confecção dos programas econômicos do vice-presidente.
De maneira geral, a proposta entende que para distribuir renda é preciso retomar o crescimento. A proposta deve prever que o governo concentre suas ações na parcela mais pobre da população, adotando "não políticas paternalistas, mas inclusivas".
A reportagem conversou com pessoas que leram o programa, sendo eles "o Temer 2" é "menos ambicioso" e carece de propostas, diferente do "Ponte para o Futuro".
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