Fonte:
Foto Goran Tomasevic
Os combates entre as forças de Bagdad e o Estado Islâmico têm destruído a vida de centenas de milhares de civis forçados a deixar a cidade.
O pai
carregava a filha nos braços. Ambos gritavam em terror e corriam pelas ruas
destruídas de Wadi Hajar, de repente, transformadas num campo de batalha entre
os combatentes do Estado Islâmico e as forças especiais iraquianas.
Eles e os
vizinhos - alguns com sandálias de borracha e outros descalços - fugiam de um
contra-ataque do Estado Islâmico nesta zona de Mossul, tentando não ser
apanhados pelo fogo cruzado, mais intenso à medida que os militantes apertavam
o cerco.
À chegada às
linhas das forças especiais, foi ordenado aos homens que despissem as camisas
para provar que não eram bombistas suicidas - tem-se tornado uma tática
habitual para os militantes o uso de bombistas - e os soldados disparavam para
o ar para tentar que os residentes abrandassem o passo, ao mesmo tempo que lhes
davam ordens em árabe.
Um dia
antes, as tropas iraquianas tinham utilizado bulldozers para empurrar
automóveis de maneira a formar uma barricada para proteger os residentes de
eventuais ataques suicidas.
Muitos civis
viram-se obrigados a abandonar as casas, à medida que os combates nos últimos
bastiões do Estado Islâmico, em Mossul, vão invadindo as zonas residenciais,
onde a comida e a água são alvo de racionamento há vários meses.
O pai estava
fora de si. Em pânico. Era óbvio que não pertencia ao Estado Islâmico porque
estava vestido com uma camisa curta e levava consigo uma criança. Acredito que
ambos serão levados para um campo de refugiados.
Jornalista
da Reuters
Foto Goran Tomasevic
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