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Justiça europeia aceita que as empresas proibam o véu islâmico no trabalho


O tribunal diz que a proibição não é uma discriminação directa.

PÚBLICO

Miguel Manso
MIGUEL MANSO

O Tribunal de Justiça Europeu diz esta terça-feira que as empresas na União Europeia podem proibir as funcionárias de usarem véu islâmico no local de trabalho.

De acordo com o tribunal europeu, a proibição "não constitui uma discriminação directa por razões religiosas ou convicções" desde que todos os funcionários se vistam "de forma neutra".

Tribunal europeu pronuncia-se sobre proibição do uso de véu islâmico em França"Uma regra interna de uma empresa que proíbe o uso visível de um símbolo político, filosófico ou religioso não constititui uma discriminação directa", defende a instituição europeia, em comunicado, cita a Reuters.

"Contudo, na ausência de tais regulamentos, a vontade de um empregador em ter em consideração os desejos de um cliente que não quer ser atendido por uma funcionária que usa o véu islâmico não pode ser considerada como uma exigência ocupacional que escape à definição de discriminação", sublinha a instância judicial.

A decisão acontece numa altura em que a população muçulmana na União Europeia continua a aumentar, o que tem gerado debates sobre o uso de símbolos religiosos e integração de comunidades islâmicas, que, com a crise de refugiados, conhece uma maior dimensão.

Em 2014, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) considerou “legítima” a proibição do uso de véu integral em França, rejeitando um pedido de uma francesa que reivindicava o direito a usar o niqab (que deixa ver os olhos) ou a burqa (que cobre totalmente a face).

Também em Dezembro do último ano, durante um congresso partidário, a chanceler alemã Angela Merkel expressou a intenção de proibir o véu integral "até onde for legalmente possível".



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