Líder de grupo extremista responsável pela destruição de patrimônio cultural da humanidade na cidade histórica no norte do Mali vai a julgamento no Tribunal Penal Internacional, em Haia.
O jihadista Mahdi se diz culpado pela destruição de patrimónios da humanidade no Mali
Começou nesta segunda-feira (22/08) o julgamento do
jihadista maliano Ahmad al-Faqi
al-Mahdi, acusado de destruir patrimônios culturais da humanidade na cidade histórica de
Timbuctu, no norte do Mali.
al-Mahdi, acusado de destruir patrimônios culturais da humanidade na cidade histórica de
Timbuctu, no norte do Mali.
No início da sessão no Tribunal Penal Internacional
(TPI), Mahdi se declarou culpado e
expressou "profundo arrependimento e enorme dor" pela destruição de mausoléus em Timbuctu.
Ele alertou os muçulmanos em todo o mundo para que não cometam atos semelhantes, uma
vez que "não irão trazer nada de positivo para a humanidade".
expressou "profundo arrependimento e enorme dor" pela destruição de mausoléus em Timbuctu.
Ele alertou os muçulmanos em todo o mundo para que não cometam atos semelhantes, uma
vez que "não irão trazer nada de positivo para a humanidade".
Mahdi liderou um grupo de extremistas que destruiu
14 dos 16 mausoléus da cidade histórica
em 2012, por os considerarem "totens de idolatria". As estruturas que abrigavam túmulos de
grandes pensadores, datadas do século 5, constavam da lista de patrimônios culturais da
humanidade da Unesco.
em 2012, por os considerarem "totens de idolatria". As estruturas que abrigavam túmulos de
grandes pensadores, datadas do século 5, constavam da lista de patrimônios culturais da
humanidade da Unesco.
O jihadista maliano é o primeiro acusado de
destruir monumentos históricos ou religiosos a
ser julgado pelo TPI. Ele também é o primeiro se declarar culpado desde que o Tribunal foi estabelecido em 2002.
ser julgado pelo TPI. Ele também é o primeiro se declarar culpado desde que o Tribunal foi estabelecido em 2002.
Mahdi era um dos líderes da organização extremista
Ansar Dine, ligada à Al Qaeda, que controlava uma parte do norte do Mali em
2012. Em 2013, os jihadistas foram expulsos da região, após a intervenção de
forças militares francesas, que prenderam Mahdi no ano seguinte.
O julgamento deverá durar uma semana. Mahdi poderá
receber pena máxima de 30 anos de prisão. Os promotores, porém, afirmaram
buscar uma sentença entre 9 e 11 anos de detenção. O jihadista declarou aos
juízes que o tempo em que deverá permanecer preso será uma forma de
"extirpar os maus espíritos" que o possuíam.
A reconstrução dos sítios históricos de Timbuctu
foi iniciada em março de 2014, utilizando métodos tradicionais empregados por
pedreiros da região. Diversos países e organizações, incluindo a Unesco,
financiaram os trabalhos.
Fonte:
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