Famílias melhoram de vida e tornam-se capazes de prover o próprio sustento
O sucesso do programa Bolsa Família não é medido apenas pelos elogios de organismos internacionais ou pelos índices de redução da extrema pobreza. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) mostram que cada vez mais famílias mudam de vida e tornam-se capazes de prover o próprio sustento.
“Cada dia que passa nossa vida está melhor. Não tenho do que reclamar”, afirma a ex-beneficiária Neide
Empregada doméstica desde os 21 anos, Francineide Lopes Macedo hoje tem 41 anos e é mãe de três filhos. Ela conta que nem sempre foi fácil administrar as contas da casa. “O Bolsa Família ajudou muito. Era sempre um dinheiro extra para comprar o material e o lanche para as crianças e ajudava nas despesas da casa”, conta.
Segundo ela, não há nada que a deixe mais incomodada que o preconceito contra quem recebe o Bolsa Família. “Muitas pessoas reclamam, dizem que é coisa de quem não quer trabalhar. Eu trabalho. Sempre trabalhei. Mas nem sempre dá para viver só do salário”, declara.
Neide e a família moram no bairro Dom Bosco, na Cidade Ocidental, município da região do Entorno do Distrito Federal, distante 50 quilômetros do centro de Brasília. A casa própria, conta orgulhosa, foi conquistada há cerca de três anos, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. “Esse ano já conseguimos colocar o piso e cercar. Tudo do jeito que a gente queria”, compartilha, emocionada.
“Cada dia que passa nossa vida está melhor. Ganho meu salário, meu marido ganha o dele e me conformo com o que eu ganho. Não tenho do que reclamar”, confidencia.
É por meio dessa conferência de dados que o governo faz parte do controle necessário para evitar fraudes, desvios e evita pagamentos a famílias que não mais se enquadram no perfil de beneficiários.
Para manter o cadastro ativo é preciso informar ao órgão competente em cada município qualquer mudança no endereço residencial, na localização da escola dos filhos ou na composição da família. É necessário ainda comprovar a renda e a frequência escolar dos filhos.
Por Flávia Umpierre, da Agência PT de Notícias.
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