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O Secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, diz que se houver uma escalada da ameaça por parte da Coreia do Norte uma acção militar "é uma opção em cima da mesa".
REUTERS/POOL
Rex
Tillerson, secretário de Estados dos EUA, estava ao lado do ministro dos
Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul,Yun Byung-se, quando decidiu admitir que
os EUA podem ponderar uma acção militar contra o arqui-inimigo de Seul, a
Coreia do Norte.
"Deixem-me ser claro: a política de paciência
estratégica acabou. Estamos a explorar um novo leque de medidas diplomáticas e
de segurança. Todas as opções estão em cima da mesa. (...) Se eles [Coreia do
Norte] elevarem a ameaça com o seu programa de armas a um nível que nós
considerarmos que requer uma acção, essa opção está em cima da mesa",
disse Rex Tillerson aos jornalistas.
O homem dos
assuntos externos da administração de Donald Trump até começa por dizer que
"certamente" os dois países - EUA e Coreia do Sul - não querem que as
coisas "cheguem a um conflito militar". Mas, acrescentou, se a Coreia
do Norte "tomar acções que ameacem as forças da Coreia do Sul ou as forças
dos EUA" então "conhecerá uma resposta apropriada".
Tillerson chegou
esta sexta-feira a Seul depois de uma passagem pelo Japão na quarta-feira e
segue depois para a China. A intenção do homem forte da administração de Donald
Trump com este périplo pela Ásia é o de encontrar com os aliados uma nova forma
de pressionar a Coreia do Norte a terminar com o armamento nuclear. Em causa
está o facto de o regime norte-coreano, de Kim Jong-un, continuar a desenvolver
armas nucleares, já tendo realizado vários testes. O último dos quais – o de
maior magnitude – aconteceu em Setembro.
A prioridade de
Tillerson na Coreia do Sul, um dos principais aliados dos EUA na região, é
assegurar que a instalação do sistema antimíssil norte-americano, conhecido
como THAAD, que tem o objectivo de dissuadir potenciais ataques por parte da
Coreia do Norte, será concretizada. A medida está longe de gerar consenso no
país.
Os conservadores, a
que pertencia a Presidente destituída, favorecem a instalação do THAAD, mas a
ala liberal é muito crítica daquele que considera ser um acto apenas gerador de
instabilidade. Se, por um lado, tem o potencial de prejudicar as relações com a
China – algo que está já a acontecer – por outro, dizem os liberais, não
garante qualquer segurança na eventualidade de um ataque nuclear norte-coreano.
Secretary of State Rex Tillerson met with Korean Acting President Hwang Kyo-ahn to emphasize importance of U.S.-ROK bilateral relationship. pic.twitter.com/aLPrgWoHoX— Department of State (@StateDept) 17 de março de 2017
A posição do dirigente dos EUA é clara. Antes mesmo do périplo pela Ásia tinha assumido que a estratégia com a Coreia do Norte nos últimos 20 anos tinha falhado.
liliana.valente@publico.pt
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