Senador tucano e prefeito do Rio de Janeiro são suspeitos de agir para impedir que a CPI dos Correios investigasse o valerioduto mineiro
Por: Laryssa Borges, de Brasília
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira a abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), contra o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e contra o ex-senador Clésio Andrade. Eles são suspeitos de camuflar dados da CPI dos Correios, que em 2005 investigou o escândalo do mensalão, para impedir investigações sobre o valerioduto mineiro.

Delcídio afirma ter ouvido depois, de Paes e do próprio Aécio, que o tempo adicional foi usado pelo banco para maquiar os dados, excluindo os que comprometessem o então governador, seu vice, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa mineira e o operador do mensalão Marcos Valério. O senador cassado disse ter compreendido "a existência da maquiagem pelo fato de que a gênese do mensalão teria ocorrido em Minas Gerais", mas "não tomou nenhuma providência ao saber que os dados estavam maquiados".
De acordo com os depoimentos da delação premiada, Delcídio e Aécio se reuniram em Belo Horizonte para tratar do tema e, após o encontro, o tucano lhe emprestou um avião do Estado para que o ex-petista seguisse ao Rio de Janeiro. Dados sobre o uso dos aviões do governo mineiro, divulgados pela gestão de Fernando Pimentel (PT) confirmam a versão de Delcídio do Amaral.
Em nota, Aécio disse que "renova sua absoluta convicção de que os esclarecimentos a serem prestados demonstrarão de forma definitiva a improcedência e o absurdo de mais essa citação feita ao seu nome pelo ex-senador Delcídio". "O senador jamais interferiu ou influenciou nos trabalhos de qualquer CPI. As investigações isentas e céleres serão o melhor caminho para que isso fique de uma vez por todas esclarecido", afirmou.
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