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Obama: 'Se Congresso barrar acordo com Irã, teremos outra guerra no Oriente Médio'

O presidente americano disse também que ainda está esperando que os críticos do acordo apresentem uma "alternativa melhor" ao pacto assinado em 14 de julho em Viena



Barack Obama durante discurso na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos
Barack Obama durante discurso na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos(Kevin Lamarque/Reuters)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a dizer nesta quarta-feira que a única alternativa ao acordo nuclear com o Irã é a guerra. Segundo ele, uma recusa do Congresso americano em ratificar o tratado pode causar um novo conflito no Oriente Médio. "Não há meios termos: a escolha é entre a diplomacia e a guerra. Aqueles que dizem que podemos esquecer o acordo e continuar com as sanções veem apenas uma fantasia", declarou chefe de Estado.
Em discurso na American University de Washington, Obama defendeu a importância do acordo nuclear com o Irã, assinado mês passado, e que deve ser aprovado pelo Congresso dos EUA, dominado pela oposição republicana, que deve votá-lo em setembro. "Se aprendemos algo na última década é que as guerras em geral, e as guerras no Oriente Médio em particular, são tudo menos simples", afirmou.

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Para Obama, qualquer vantagem que Teerã possa tirar do fim dos bloqueios perde força frente ao perigo que representaria se a nação persa conseguisse ter armas atômicas. "O acordo nuclear não resolve todos os nossos problemas com o Irã, mas atinge o nosso principal objetivo de segurança", acrescentou o presidente. O presidente disse também que ainda está esperando que os críticos do acordo apresentem uma "alternativa melhor" ao pacto assinado em 14 de julho em Viena entre Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França mais a Alemanha).
Por outro lado, o líder ressaltou que as sanções serão "rapidamen​te restabelecidas" se o tratado for violado. Firmado em Viena, na Áustria, o pacto nuclear prevê a eliminação progressiva dos bloqueios impostos à economia iraniana nos últimos anos. Em troca, Teerã limitará suas atividades atômicas e permitirá a realização de controles periódicos da Organização das Nações Unidas (ONU) em suas instalações. Além disso, o governo vai interromper o enriquecimento de urânio nas usinas de Natanz e Fordow.
Para entrar em vigor, o acordo deve ser aprovado nos EUA pelo Congresso, assim como nos demais países signatários. Os legisladores só poderiam anular a participação dos EUA no acordo se dois terços votarem nas duas Câmaras do Congresso nesse sentido, o que invalidaria o veto que Obama prometeu a qualquer legislação contra o acordo.
(Da redação)
Fiscalização


Fonte:


Fiscalização

A AIEA, Agência Internacionais e Energia Atômica, já presente no Irã, será responsável por controlar regularmente todas as instalações nucleares iranianas, e terá suas prerrogativas reforçadas consideravelmente. O campo de competência da AIEA se estenderá a todo programa nuclear iraniano, da extração de urânio à pesquisa-desenvolvimento, passando pela conversão e o enriquecimento de urânio. Os inspetores da AIEA poderão ter acesso às minas de urânio e aos locais onde o Irã produz o "yellowcake" (um concentrado de urânio), durante 25 anos. O Irã também concedeu um acesso limitado a suas instalações não-nucleares, principalmente militares, em caso de suspeita de atividade nuclear ilegal, pelos inspetores da AIEA como parte do Protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) que os países se comprometeram a aplicar e ratificar.


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