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Agora eu tô gostando de ver. O governo tem de endurecer o jogo porque a Petrobrás é a joia da coroa. As corporações de mídia tem o poder de criar CPIs, porque são competentes em fazer sensacionalismo. Mas o governo tem de usar a sua maioria e o poder que o povo lhe outorgou, democraticamente, para não permitir que ela vire joguete eleitoral na mão da oposição.
por Miguel do Rosário
Mas tem outra coisa. Ninguém destacou uma frase de Lula sobre a Petrobrás. Numa entrevista recente, Lula sugeriu que “tem gente querendo fazer caixa 2 com a Petrobrás”. Isso é muito grave. Como a estatal movimenta centenas de bilhões de reais e tem negócios com quase todas as grandes companhias nacionais, muitos parlamentares, e talvez nem apenas da oposição, quiseram (ainda querem, seguramente) usar as duas CPIs da Petrobrás para extorquir dinheiro de fornecedores da Petrobrás. Nesse jogo, a mídia entra de cabeça, porque ela tem o poder maior de chantagem.
Mas agora Inês é morta. Há duas CPIs em andamento. É uma lei da biologia. A vida avança ou recua. Não há meio termo. O governo ataca ou apanha. Bom que escolheu atacar, porque o contrário seria entregar o Brasil nas mãos de suas velhas oligarquias midiáticas, que constituem o núcleo político das forças antinacionais consolidadas na ditadura.
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CPI VAI INVESTIGAR DOCUMENTOS DA GESTÃO FHC
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras aprovaram, em bloco, pedidos de acesso a documentos que envolvem o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso; isto foi possível graças a um descuido dos oposicionistas, que não perceberam a manutenção de alguns requerimentos, como o que envolve o acidente da plataforma P-36, que afundou em março de 2001 durante o governo de FHC
3 DE JUNHO DE 2014 ÀS 20:21
247 – Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista da Petrobras aprovaram, em bloco, pedidos de acesso a documentos que envolvem o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Isto foi possível graças a um descuido dos oposicionistas, que não perceberam a manutenção de alguns requerimentos.
Durante os debates, o deputado de oposição Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu a exclusão de votação de quatro requerimentos que pediam cópia de relatórios e demais documentos referentes ao acidente da plataforma P-36, que afundou em março de 2001 durante o governo de FHC, e dos processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça que envolvem a troca de ativos entre a Petrobras e a companhia ibero-americana Repsol YPF, referente à refinaria de Bahia Blanca, no mesmo ano. Eles foram numerados como 440, 447, 525 e 528.
No plano de trabalho proposto pelos relatores das CPIs mista e exclusiva do Senado, respectivamente, o deputado Marco Maia (PT-RS) e o senador José Pimentel (PT-CE), citam que a tragédia do afundamento da P-36 tirou a vida de 11 trabalhadores e gerou um custo para a estatal de US$ 2,2 bilhões. Dizem ainda que a operação da refinaria de Bahia Blanca pode ter causado um prejuízo de US$ 2,5 bilhões à Petrobrás.
O relator concordou com o pedido do deputado do DEM e determinou a exclusão, na votação em bloco, de quatro requerimentos que envolviam tais operações, apresentadas pelos deputados Sandro Mabel (PMDB-GO) e Sibá Machado (PT-AC). Ocorre que não foi retirado da lista de votação em bloco o requerimento de número 520, também apresentado por Mabel, que pedia à Agência Nacional de Petróleo (ANP) cópia de relatórios e demais documentos relativos ao acidente na P-36. Ou seja, esse pedido foi aprovado sem que os oposicionistas percebessem. O caso da Repsol, porém, ficará de fora da investigação.
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