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MOSCOU (AFP)                                                                                                Fonte:
AFP.com
O governo russo ressaltou a distância que vem mantendo de Bashar al-Assad nas últimas semanas, após o ministro das Relações Exteriores do país, Serguei Lavrov, afirmar que Moscou não se opõe a uma possível saída do presidente sírio caso o povo assim decida. "Se os próprios sírios chegarem a um acordo sobre este tema, não poderíamos deixar de apoiar com entusiasmo tal solução", disse Lavrov. A Rússia insistiu neste 

sábado na realização de uma conferência internacional sobre a Síria, com a presença do Irã, descartando ao mesmo tempo o uso da força contra o governo de Damasco, enquanto o plano de paz do mediador Kofi Annan continua sendo desrespeitado. 

"Convocamos a uma coletiva de imprensa sobre a Síria para dar força ao plano de Annan", declarou Lavrov, que destacou a necessidade de convidar todos os países que tem influência sobre a Síria. "O Irã é um dos países que tem influência sobre o governo sírio. 

Dizer que o Irã não pode ter um lugar (nas negociações) porque é uma parte do problema é, no mínimo, algo que merece mais reflexão", disse Lavrov. Lavrov mencionou os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Grã Bretanha, França, China e Rússia), os da Liga Árabe e os países vizinhos da Síria, incluindo o Irã, cuja presença na mesa de negociações é questionada por alguns países ocidentais. "Queremos uma discussão franca que permita compreender se é possível chegar a um acordo sobre medidas coordenadas (...) relativas ao governo e todos os grupos da oposição síria", explicou o ministro russo, argumentando que essa reunião deve ser realizada "o quanto antes". Durante uma reunião internacional realizada nesta semana em Istambul, os representantes da França, Estados Unidos e Londres descartaram a possibilidade de se unirem ao Irã em uma discussão sobre a Síria. 

Os Estados Unidos e o Conselho Nacional Sírio (CNS, principal grupo da oposição) já acusaram o Irã de intervir nos assuntos internos sírios ao proporcionar ajuda militar ao governo de Assad. Por outro lado, Lavrov destacou que a Rússia irá se opor a qualquer tentativa de aprovar no Conselho de Segurança da ONU uma ação militar contra a Síria, acrescentando que uma iniciativa como essa "traria consequências gravíssimas para toda a região do Oriente Médio". Uma eventual intervenção armada na Síria "pode criar uma zona de instabilidade desde o mar Mediterrâneo até o Golfo Pérsico" e criar uma ameaça de "confronto entre sunitas e xiitas" em toda a região, apontou. A Rússia já bloqueou duas resoluções no Conselho de Segurança da ONU que condenavam a repressão na Síria.

 
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